por Vicente Criscio
Artigo publicado originalmente no Business Blog, da PCMag
em março de 2009
por Vicente Criscio
Artigo publicado originalmente no Business Blog, da PCMag
em março de 2009
Semana passada fui acometido de uma pequena gripe. E trabalhei de casa. Sozinho! Ou quase.
Eu gosto disso: ficamos eu e “Cacau” - minha simpática filhote de Schnauzer – desenvolvendo propostas e revisando projetos de marketing de relacionamento.
De repente entra uma ligação na linha “fixa” de casa. Atendo e procuram pela minha esposa. “Gostaria de falar com Dona Ivanise Criscio”. Informo que ela não se encontra. “Não está? Aqui é o corretor Huguinho, da Construtora XY Zela. Gostaria de convidá-la para visitar o estande de lançamento de um Condomínio de apartamentos de alto padrão”.
O empreendimento em questão era perto de casa, apartamentos de alto padrão, um monte de suítes, metros que não acabavam mais de área útil, só não tinha aeroporto, o resto tinha. Caríssimo! Expliquei que minha esposa já tinha visitado o empreendimento – e era verdade, mas foi por iniciativa própria, ninguém a procurou previamente - e até trouxe um catálogo muito bonito. Mas nesse momento não estávamos interessados.
Dez minutos depois novamente o telefone chama. “Gostaria de falar com Dona Ivanise? Ela não está? Aqui é o corretor Zezinho, da Construtora XY Zela. Gostaria de convidá-la para o lança…”.
Interrompi educadamente. Informei que ela já havia ido ao local e que aquela era a segunda ligação do dia. Aliás, a 2ª ligação em menos de meia hora.
Uma hora depois, entretido com números de uma planilha de resultados, outra ligação: “Por favor, Dona Ivanise? Aqui é o corretor Luizinho e trabalho com o Huguinho que me pediu para convidá-la…”.
Parô! Terceira ligação? com o “referral” do colega que fez a primeira chamada? Ou estão brincando ou estão com um sério problema para aquisição de clientes.
Misturando o “mal humor” de cliente com a “paciência” de quem quer o marketing direto crescendo, expliquei que aquela era a terceira (“entendeu bem? Terceira”) ligação do dia. E que ela - a esposa - já tinha visitado o tal estande. E que não estávamos interessados! E que eles precisavam se organizar um pouco melhor e blá, blá, blá…
E depois de me ouvir educadamente o corretor Luizinho veio com essa: “ah tá! Mas e o senhor? Não estaria interessado em vir ao estande?”.
Tu-tu-tu-tu… não aguentei e desliguei.
MORAL DA HISTÓRIA
Ou as empresas aprendem a fazer marketing de relacionamento com quem elas não têm relacionamento algum ou vão continuar no velho modelo, abrindo lista telefônica e registrando o telefone em cadernetas que são tão voláteis quanto a carreira do Huguinho, Zezinho e Luizinho na XY Zela. E a “porta” continuará batendo na cara do vendedor.
Vamos investir em marketing de relacionamento?
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